Muitas vezes, a tristeza persistente em idosos é confundida com "rabugice" ou uma consequência natural da idade. Mas a depressão é uma doença séria que precisa de tratamento e afeta a qualidade de vida.
Diferente dos jovens, idosos deprimidos podem não verbalizar tristeza, manifestando o problema através de dores físicas e isolamento.
Importante saber
- Depressão tem tratamento em qualquer idade.
- Mudanças de humor não são "doença da velhice".
- Sintomas físicos podem mascarar o problema mental.
1. Isolamento social e apatia
O desinteresse por atividades que antes davam prazer é um sinal forte.
- Recusa em receber visitas ou sair de casa.
- Falta de vontade de fazer hobbies antigos.
- Silêncio excessivo e olhar vago.
2. Problemas de sono e apetite
Alterações bruscas na rotina biológica são comuns na depressão.
- Insônia ou sono excessivo durante o dia.
- Perda de peso sem motivo aparente.
- Falta de apetite persistente.
3. Dores sem causa médica
No idoso, a dor emocional muitas vezes vira dor física (somatização).
- Queixas constantes de dores no corpo.
- Desconforto gástrico frequente.
- Cansaço extremo sem esforço físico.
4. Irritabilidade e mau humor
A depressão nem sempre é só choro; pode ser raiva.
- Paciência curta com cuidadores e familiares.
- Reclamações excessivas sobre tudo.
- Comportamento hostil não habitual.
5. Esquecimento e confusão
A chamada "pseudodemência depressiva" pode imitar o Alzheimer.
- Dificuldade de concentração.
- Lentidão no raciocínio.
- Esquecimentos frequentes causados pela falta de atenção.
Checklist de sinais
- Isolamento social repentino.
- Alteração de sono e apetite.
- Queixas frequentes de dor.
- Irritabilidade constante.
- Perda de interesse pela vida.
Perguntas frequentes
Depressão em idoso é normal?
Não. Tristeza frequente, isolamento e falta de apetite não são normais do envelhecimento e indicam necessidade de acompanhamento médico.
Como diferenciar tristeza de depressão?
A tristeza é passageira e tem causa definida (como luto). A depressão é persistente, afeta a rotina e a vontade de viver por semanas ou meses.
Qual médico procurar?
O geriatra pode fazer a avaliação inicial, mas o psiquiatra é o especialista indicado para diagnóstico e tratamento, idealmente acompanhado de psicoterapia.
Conclusão
Identificar a depressão é o primeiro passo para devolver a qualidade de vida ao idoso. Com tratamento adequado, acolhimento e carinho, é possível recuperar o bem-estar e a alegria de viver.